distância percorrida 2200km
Acho que viajar gastando pouco esta ficando cada vez mais fácil na verdade. Além do couchsurfing, que você pode ficar na casa dos outros sem gastar nada, tem o free walking tour para fazer city tour pelas cidades, ontem fiquei sabendo de um site chamado blablacar.com que começou na Alemanha faz algum tempo mas agora está por toda Europa. Você cria seu perfil, e quando por exemplo quer ir de Berlin a Praga, você entra no site e busca por essa rota e vê quais pessoas que estão indo para o mesmo local de carro e querem dividir a carona. Você normalmente paga um valor bem menor do que uma passagem de ônibus ou trem. Achei bem legal a idéia e muito mais seguro do que tentar pegar carona na estrada, pois você deixa feedback sobre a pessoa e a pessoa sobre você, então ninguém que costuma usar com frequência quer ficar com o filme queimado. Pretendo tentar usar antes do fim da viagem para ver como é.
Varsóvia não estava nos meus planos de viagem inicialmente. Passaria pela Polônia mas iria diretamente a Cracóvia, que é a cidade com o centro histórico mais bem preservado, mas durante a viagem uma grande amiga minha dos tempos de Londres perguntou se não ia passar por lá e pensei porque não conhecer a capital do país, já que está na metade do caminho e não nos víamos fazia por volta de 5, 6 anos. Ela também conseguiu o dia de folga e poderia passear comigo para mostrar a cidade. Me pegou na estação e fomos para seu apartamento que não fica muito longe da estação, onde ela mora com seu namorado chamado Rafael e sua irmã que esta fazendo faculdade por aqui.
Me preparou um super café da manhã e conversamos bastante relembrando os tempos de Londres. Eles voltaram de lá fazia um ano depois de quase 10 na Inglaterra e ainda estavam se readaptando a vida por aqui. Infelizmente Rafael não conseguiria o dia de folga e não poderia nos acompanhar, mas depois nos encontraríamos.
Sugeri de irmos ao centro e fazer o Free Walking Tour, que começava as 10:30.
Tigre Mochileiro
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terça-feira, 2 de junho de 2015
Day 11 - Pleasant surprise….
(Distância percorrida 1735 km)
Quando planejava a viagem na verdade não tinha colocado Vilnius no roteiro, tinha pensado em passar em Kaunas, mas depois li que a cidade era mais interessante e o centro histórico mais preservado. É também a capital da Lituânia.
Fiz o check out e quando saia para conhecer a cidade encontrei Darrin, que me sugeriu fazer o free walking tour, que está presente em muitas cidades de mundo, inclusive São Paulo e Rio de Janeiro, e como o próprio nome já diz, é grátis. No final você deixa uma gorjeta para o guia de acordo com suas possibilidades. Eu havia feito uma vez em Berlin e foi muito bom, então achei que era ótima idéia.
A tour começava as 12:00, e como ainda eram 11:00 pude conhecer um pouco da cidade antes de me juntar ao grupo. A saída era da praça em frente a Prefeitura.
O edifício onde fica a prefeitura foi construído em 1799 em estilo gótico, mais tarde transformado em neo-classico, que permanece até hoje. Foi um teatro por muitos anos e ainda hoje é sede de muitos eventos. A praça em volta também é bem bonita. Muitos restaurantes, hotéis e cafés estão localizados por aqui.
Hoje haviam muitas celebrações pela cidade e muitos desfiles com roupas típicas por todo lado, além de apresentações musicais e culturais.
Depois me juntei ao grupo e conheci duas simpáticas australianas que também estavam viajando pelos bálticos e começamos a conversar sobre the Land DownUnder. Também fiz amizade com dois mexicanos, um casal argentino, um peruano.
O tour levaria aproximadamente duas horas e meia e a guia era uma menina local que mostrou ter bastante conhecimento da história da cidade.
Começamos o passeio pela German Street, uma das ruas mais antigas da cidade. Muitos alemães se mudaram para a Lituânia no século 14 e muitos se concentraram por aqui. Durante a ocupação soviética também houveram algumas mudanças, então de cada lado da rua os edifícios são bem diferentes.
Depois passamos pela área que foi um gueto judeu durante a ocupação alemã na segunda Guerra Mundial. Da população de mais de 100.000 judeus que aqui viviam, apenas 24.000 sobreviveram ao holocausto.
Depois passamos por um dos locais mais interessantes que já vi, a República Livre de Uzupis, que quer dizer do outro lado do rio. É uma pequena área dentro da cidade que se declarou independente. Você pode solicitar seu passaporte de Uzupis e inclusive conseguir um carimbo no seu passaporte. Foi fundada por artistas. É muito louco aqui. Eles tem sua própria constituição em umas placas em uma parede e entre uma das leis esta todo cão tem direito de ser um cão… kkkkkkk… muito engraçado. A bandeira é uma mão aberta tipo dando High Five…Se você quiser criar um ministério também é possível, qualquer que seja… só tem que enviar uma solicitação para as autoridades locais.
As reuniões do conselho são feitas no Bar na beira do rio (essa eu achei a melhor parte).
Aqui vi a estátua mais criativa que já vi na vida, a de Jesus Mochileiro, que na verdade eles acreditam que ele foi o primeiro backpacker ever…. Pirei nessa estátua pois isso já havia me passado pela cabeça e um dia antes tinha mandado uma mensagem para meu irmão falando sobre isso… muita coincidência….
Em frente a praça principal a uma torneira de onde antigamente saia cerveja (what the fuck!!!) mas que por falta de verba tiveram que cortar e agora nem mais água…kkkkkkkk
A guia falou que a pessoa mais ilustre a ter o passaporte daqui é Dalai Lama… não pude acreditar.
Depois passamos pela igreja de São Francisco e São Bernardino fica ao lado da Igreja de Santa Ana. De estilo gótico, durante a ocupação soviética teve os padres franciscanos foram obrigados a abandonar seu templo e foi transformada em depósito.
Em seguida passamos pela Rua Literária. Aqui as paredes são decoradas com objetos de arte celebrando vários escritores locais.
Depois passamos pela universidade de Vilnius, que tem mais de 20.000 estudantes e é uma das mais antigas da Europa, datando de 1579, e pelo Palácio Presidencial, que é do século 14, mas já foi reconstruído e expandido muitas vezes depois. Se tornou o Palácio oficial do governo em 1997.
O tour terminou na Praça da Catedral, que era a principal praça da cidade antiga, fundada no século 19.
A torre do sino da catedral tem 57 metros de altura, foi construída em cima de uma baixa torre de defesa. Também se vê a estátua do Duque Gediminas, que foi o fundador da Lituânia.
De lá fui até o Castelo Gediminas, que foi construído por volta de 1400. Aqui estão a Torre e algumas ruínas do castelo. A torre foi restaurada em 1930 e é considerada o símbolo da cidade. Dentro há uma exposição contanto a história daqui. A vista daqui é incrível, vale muito a pena subir para conhecer. Você também tem a opção de subir de funicular, mas fui na sola mesmo.
Daqui se tem uma vista do monte das 3 cruzes, construídas no século 17.
Tinha que correr até a estação porque precisava comprar a passagem para Varsóvia para aquela noite e já eram 18:30. A empresa de ônibus que tinha viajado até então já não tinha mais passagens, então comprei com uma outra que não lembro o nome para as 21:00. Corri no hostel para tomar banho e pegar minhas coisas, passei no Mc para comer algo rápido e fui para a estação.
O ônibus dessa empresa não era tão bom quanto o da Lux express, mas pelo menos tinha internet (ruim mas tinha). Chegaria em Varsóvia as 5:00 (8 horas de viagem) pois lá o fuso horário tem uma hora a menos.
Consegui dormir um pouco no ônibus mas a viagem foi um pouco cansativa.
domingo, 31 de maio de 2015
Day 10 - Lazy day
Uma coisa que se deve levar em consideração quando se viaja de mochila é lavar roupa. Você não pode levar tanta coisa assim, então por mais que não goste eventualmente vai ter fazer.
Eu normalmente levo umas 10 cuecas e uns 8 pares de meias, assim se não consigo lavar por alguns dias to garantido. O ideal é lavar no chuveiro quando vai tomar banho. Normalmente já lavo cueca, meia, camiseta e penduro na cama para secar. Depende de onde você está viajando, lavanderia sai muito barato. Quando estive no sudeste da Ásia, com 5 dólares você conseguia lavar uns 8 kilos de roupa, então nem me preocupava. A maioria dos hostels oferecem lavanderia e também não sai tão caro.
Eu normalmente levo umas 10 cuecas e uns 8 pares de meias, assim se não consigo lavar por alguns dias to garantido. O ideal é lavar no chuveiro quando vai tomar banho. Normalmente já lavo cueca, meia, camiseta e penduro na cama para secar. Depende de onde você está viajando, lavanderia sai muito barato. Quando estive no sudeste da Ásia, com 5 dólares você conseguia lavar uns 8 kilos de roupa, então nem me preocupava. A maioria dos hostels oferecem lavanderia e também não sai tão caro.
Acordei no dia seguinte com uma puta ressaca. Já eram por volta das 10:30 e não tinha planejado direito o que ia fazer. Minha idéia era ver dois lugares que não havia visto e ir embora, mas acabei comprando a passagem de ônibus somente para as 17:00, então tinha bastante tempo. Conversei com o canadense que saiu comigo no dia anterior, (seu nome era Darrin) e ele tinha pego o ônibus para Vilnius/Lituânia as 15:00. Como ia para lá também, fiz reserva no mesmo hostel que ele.
O primeiro lugar do dia foi o Mercado Municipal de Riga, que lembra bastante o Mercado Municipal de São Paulo, mas é ainda maior. Seu edifício originalmente era um hangar de Zeppelin. Foi transformado em mercado em 1930 e era considerado o maior e melhor em toda Europa.
Tudo parecia muito fresco e apetitoso, e os preços eram bastante razoáveis. Eu não tinha comido nada ainda e me deu uma baita fome. O peixe estava tão fresco que tinham alguns pulando ainda. Tinha uma padaria que você pode ver o padeiro fazendo o pão, bem legal.
Atrás do mercado fica a Academia de Ciências de Riga, que está localizada em um edifício da era soviética muito similar as 7 irmãs de Moscow. Já teve apelidos como Bolo de aniversário de Stalin e Kremlin. Foi construído entre os anos de 1953 e 1956 e tem 108 metros e foi por um tempo o edifício mais alto da Letônia.
O outro lugar que queria ter visitado no dia anterior mas não fui era o hotel Radisson daqui, onde no 26 andar há uma bar com uma vista panorâmica da cidade. Você não precisa ser hóspede para subir e também não precisa tomar nada (eu pelo menos não tomei e fiquei por ali uns 10 minutos admirando a vista).
Depois dei uma enrolada caminhando um pouco mais pelas ruas de Riga para passar o tempo, mas andar por aqui não tem nada de chato. Não me cansava de admirar os edifícios daqui.
As 17:00 peguei o ônibus para Vilnius, que é a capital da Lituânia. A viagem demorou por volta de 4 horas. O hostel que ficaria hospedado se chamava Jamaica e era bem próximo da estação (uns 10 minutos a pé). O quarto era bem grande, apesar de ser somente para 6 pessoas. Encontrei o canadense e ele estava com uma menina da Bielo Rússia que ia sair com a gente também.
Queríamos ir no Pub Crawl, que é um tour que fazem normalmente por 4 bares da cidade, em cada um você tem direito de tomar uma bebida e se quiser mais tem que pagar. Como saímos tarde do hostel e não achávamos o bar, acabamos perdendo a turma.
O que me surpreendeu aqui foi como o pessoal é amigável, acho dos países que viajei agora, esse ganhou o prêmio.
Parei para perguntar para um grupo local onde era o Pub e eles falaram nós vamos com vocês também. No bar um dos bartenders ofereceu pra gente provar a cerveja que eles fazem lá mesmo, tentou ligar pra a pessoa responsável pelo pub crawl.
Ficamos um tempo por ali e depois fomos para outro bar onde também o pessoal se aproximava e começava a conversar com a gente.
Acabei a noite em um bar cubano (mundo está globalizado mesmo). Conheci o DJ que era venezuelano e morava aqui faziam 8 anos, um peruano que estudava por aqui também, um rapaz de Angola que provavelmente deve ser o único negro da cidade. Um grupo de lituanos pagaram umas bebidas também. Foi bem engraçado. Dessa vez não fui embora tarde pois queria aproveitar o dia seguinte já que pegaria o ônibus a noite.
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